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Claude resolve o enigma de 25 anos das sementes das curvas do NIST
Os números por trás de cinco curvas criptográficas padrão vieram de um gerador de números aleatórios comum, inicializado com o relógio em 1997 e 1998.
Em 16 de outubro de 2026, a Anthropic disse que um modelo de pesquisa interno do Claude resolveu em menos de meia hora um quebra-cabeça de criptografia de 25 anos. Boa parte da segurança online se apoia em algumas curvas elípticas, objetos matemáticos por trás das assinaturas digitais e das conexões seguras na web.
O NIST, órgão de padrões dos EUA, publicou cinco delas em 2000. Ninguém sabia dizer de onde vinham os números iniciais por trás delas, as chamadas sementes. Quem as forneceu foi a NSA, e essa lacuna alimentou uma longa suspeita de que a agência as escolhera para esconder uma fragilidade.
A resposta é banal. As sementes vieram do lrand48, um gerador comum de números aleatórios que acompanha a linguagem C. Cada execução partiu do relógio do computador (um timestamp Unix) em algum momento entre maio de 1997 e abril de 1998. Isso encerra uma história muito repetida, lembrada por um veterano da NSA, segundo a qual as sementes seriam uma versão embaralhada de uma frase de piada.
A descoberta tem uma checagem externa. Filippo Valsorda, criptógrafo que mantinha uma recompensa pública pela resposta, reconstruiu o método por conta própria. Os pesquisadores da Anthropic receberam o prêmio em 15 de outubro e o doaram à ISRG, a entidade sem fins lucrativos que mantém o Let’s Encrypt, que o triplicou, para US$ 36.864. Valsorda escreve que o resultado descarta uma forma teórica conhecida de manipular as sementes.
As assinaturas e conexões seguras construídas sobre essas curvas agora se apoiam em sementes que qualquer um consegue rastrear até um relógio.
Fontes
- Anthropic: Claude finds the origins of the NIST ECDSA curve seeds. Verificado em
- Filippo Valsorda: The NIST Elliptic Curves Seeds Bounty Has Been Claimed. Verificado em