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Japão e Coreia do Sul reforçam defesas contra onda de ataques
Nove bancos sul-coreanos investigam invasões, e o Japão pede que as empresas tratem a cibersegurança como questão central de gestão.
Empresas do Japão e da Coreia do Sul estão reforçando suas defesas cibernéticas após uma sequência de ataques que, segundo especialistas, as ferramentas de IA tornaram mais rápidos e baratos, informou a Reuters na sexta-feira, 9 de outubro de 2026. Nove bancos sul-coreanos e duas megaigrejas investigam ataques com suspeita de uso de IA, e Daiwa Securities, SoftBank e Lawson estão entre as japonesas atingidas.
No mesmo dia, o governo japonês pediu às empresas que tratem a segurança cibernética como questão central de gestão, invistam mais, nomeiem profissionais especializados e comuniquem rapidamente os danos ao Escritório Nacional de Cibersegurança, informa o Seoul Economic Daily, citando a Kyodo News. O Japão registrou mais incidentes nos nove primeiros meses de 2026 do que em todo o ano de 2025, com 86 em setembro, segundo dados da TrendAI citados pela Reuters.
A CrowdStrike afirma que um atacante de 26 anos, baseado na China, que ela suspeita estar por trás dos incidentes nos bancos sul-coreanos, usou um agente de IA desenvolvido na China e o Claude Code, da Anthropic, e provavelmente não teria conseguido conduzir a campanha sem IA, segundo a Reuters. A Comissão de Serviços Financeiros da Coreia do Sul orientou associações do setor financeiro, órgãos reguladores e executivos afetados concluírem uma autoavaliação de segurança cibernética de 12 pontos.
Para as empresas da região, o pedido do governo é concreto: nomear os responsáveis, financiar as defesas e comunicar incidentes rapidamente.
Fontes
- Reuters (via NBC News): South Korea and Japan are buffeted by hacks as AI lowers bar for cybercriminals. Verificado em
- Seoul Economic Daily: Japan urges firms to boost cybersecurity as AI-driven attacks surge. Verificado em