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Tribunal alemão barra resposta falsa do Modo IA do Google
Um médico descrito por engano como criminoso sexual condenado obteve uma liminar de urgência, e os juízes trataram o texto da IA como palavras do próprio Google.
Um tribunal alemão mandou o Google parar de exibir afirmações falsas sobre um médico no Modo IA, as respostas em formato de chatbot dentro da busca. O Tribunal Regional de Aachen expediu a ordem de urgência em 24 de setembro de 2026 (processo 8 O 268/26), informa o site jurídico beck-aktuell. No domingo, 18 de outubro, o The Decoder acrescentou que o Google fez um acordo em um caso anterior, em Munique, em vez de esperar a decisão do recurso.
O médico, ex-médico-chefe de um hospital, descobriu no fim de agosto que, ao pesquisar o nome dele com palavras como “suspensão”, aparecia uma história detalhada: assédio à secretária, demissão, pena suspensa. Os registros do próprio tribunal mostravam que o caso criminal envolvia outro homem do mesmo hospital. O Google se recusou a remover as respostas, mesmo depois de uma notificação extrajudicial de um advogado.
O tribunal tratou o texto da IA como declaração do próprio Google, seguindo decisão do Tribunal Regional I de Munique de 28 de maio de 2026 sobre o AI Overviews. As matérias que o Google indicava nunca citavam o médico, e os juízes disseram que compará-las com a resposta teria revelado o erro. Cada descumprimento pode custar até 250.000 euros, informa o The Decoder. O Google ainda pode contestar a ordem.
Para as marcas, uma resposta falsa de IA sobre a sua empresa é algo que os tribunais alemães já trataram duas vezes como palavras do próprio Google.
Fontes
- beck-aktuell: Chefarzt zum Sexualstraftäter erklärt: Google muss KI-Halluzination löschen. Verificado em
- The Decoder: Two German courts now hold Google liable for what its AI overviews say. Verificado em