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Clientes já questionam parte da verba de busca do Google

A Digiday ouviu 18 gestores de tráfego depois que o Google atribuiu o crescimento mais lento dos anúncios de busca ao AI Mode; os clientes agora perguntam se de 10 a 30% da verba deveria mudar de lugar.

Por Alexandre S. , 00:30 UTC

A busca do Google era a linha de orçamento que os clientes aprovavam sem olhar duas vezes. Depois de conversar com 18 gestores de tráfego, a Digiday informou em 2 de novembro de 2026 que isso mudou e que os clientes querem provas do que cada clique traz: as AI Overviews agora respondem mais perguntas na própria página de resultados, o que reduz o número de posições de topo para anúncios, e o lance automatizado do Google paga mais pelas que restam.

Ilustração retrofuturista: um pôr do sol listrado sobre um horizonte de grade, sob um céu estrelado, com um globo com anéis no horizonte.
Elaborado pelo adtestbench a partir de “Google search loses its free pass with buyers”,

A Jellyfish diz que os clientes, em sua maioria, mantêm o dinheiro dentro do Google, migrando-o para YouTube, Demand Gen, Performance Max e AI Max. Na Tinuiti, o custo por clique de marca subiu 5% no terceiro trimestre, e o investimento no Facebook entre clientes dos EUA cresceu 16%. A parcela em questionamento é de 10 a 20% da verba do Google para os clientes da Above the Bar Marketing e de 10 a 30%, segundo Bryce Hamlin, da Power Digital. Os clientes da Accuracast questionam hoje cerca de 10%, número que, segundo a agência, pode chegar a de 20 a 30% perto da Black Friday.

Na semana passada, a Alphabet informou receita de anúncios de busca em alta de 12%, contra 15% um ano antes, e seu diretor de negócios atribuiu parte da diferença à menor monetização no AI Mode, informou o Marketing Dive.

A Meta é um dos destinos desse dinheiro, e suas ferramentas generativas de anúncios têm um limite que registramos: os termos da Meta só permitem que as imagens e os vídeos que elas geram rodem nas plataformas da própria Meta (nosso guia desses termos, verificado em 31 de outubro de 2026).

Assim, uma marca que move parte da verba de busca para a Meta e cria os novos anúncios com os geradores da Meta não pode, pelos termos em vigor hoje, levar esse criativo de volta ao YouTube ou ao Demand Gen se o Google recuperar o dinheiro.

Antes nesta história: Google diz que anúncios no AI Mode rendem menos que a busca clássica